Mão e
Punho

Mão e
Punho

O Instituto Osmar de Oliveira é referência em tratamento de mão e punho em São Paulo.
A anatomia do punho e da mão envolve diretamente 29 ossos; vários músculos, tendões, nervos, artérias e veias , conferindo assim uma complexidade anatômica e cinesiológica, que irá refletir nos gestos e atitudes do nosso dia a dia, quer pelos simples atos do cotidiano, bem como laborais e artísticos. Diante disso, a especialidade cresceu muito e quando se faz necessário uma intervenção cirúrgica a evolução das suas técnicas modernas mostram a sua importância.
DOENÇAS E LESÕES
Doença de Dupuytren
Doença genética também conhecida como Doença dos Vikings, 10 vezes mais incidente no sexo masculino, mais frequente após os 40 anos de idade, é decorrente de alterações nas partes moles (fáscia) da mão ou do pé, de caráter progressivo, onde os dedos se contraem e perdem a capacidade de movimentação.
O tabagismo e o alcoolismo, bem como o diabetes mellitus (mais o tipo I do que o II) e o uso de anticonvulsivantes estão relacionados com a doença.
O tratamento vai depender do grau de intensidade da doença e pode se restringir a uso de talas, analgésicos e fisioterapia até tratamento cirúrgico. O sucesso de tratamento vai depender de vários fatores para que não haja recorrência.
Artrite dos dedos e Osteoartrite de Mão e Punho

As artrites das mãos são decorrentes de predisposição genética, trauma ou de sobrecarga no uso (dentistas), bem como as doenças autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus.
Elas afetam o tecido sinovial (partes moles que compõem a articulação) levando a destruição articular e deformidade visível. Podem causar dor local, diminuição da função e deformidades grosseiras no punho e na mão.
O seu tratamento visa o alívio da dor, melhora da função, inibição da progressão do quadro e melhora da aparência.

Ferimentos corto-contusos e Lesões Neurotendíneas

As lesões abertas por cortes ou traumatismos (ferimentos cortantes, corto-contusos, lacerações ou esmagamentos) podem acometer os tendões e nervos periféricos, podendo causar perda da função e sequelas irreversíveis, se não tratadas de forma correta. O sintoma principal de uma lesão tendinosa é a perda da função do segmento que este tendão se destina, além da perda de sensibilidade e parestesia (“choque”) que pode ser dos dedos ou do punho.

Lesões da Arud

A articulação rádioulnar distal além de envolver a união entre o rádio e a ulna, permitindo assim os movimentos de pronação e supinação, está presente na união da ulna com os ossos semilunar e piramidal do carpo. Essa articulação tem a função de amortecer e suportar carga no lado ulnar do carpo e estabilizar a articulação do rádio com a ulna.
As lesões que podem acometer essa região são caracterizadas por inflamação local com lesão ligamentar levando ao acometimento da função articular com repercussão para a pronosupinação.

Polegar em gatilho Congênito

O polegar em gatilho congênito é na verdade uma ocorrência que aparece após o nascimento. Trata-se de uma deformidade em flexão da articulação metacarpo-falangeana do polegar devido a presença de um nódulo (nódulo de Notta) indolor na face palmar da região. Acomete 1 em cada 2.000 nascidos vivos e é bilateral em 30% dos casos.
O diagnóstico é clínico e o tratamento conservador, sendo que a cirurgia fica reservada para casos mais resistentes ao tratamento proposto.

Sequela de Trauma

As sequelas de trauma são decorrentes de tratamento inadequado de uma determinada lesão, assim como da gravidade da lesão.
As sequelas mais comuns de partes moles estão relacionadas com as lesões neurotendíneas associadas com perda de função e alteração da força e sensibilidade e, ainda, com uma consolidação viciosa de fratura (cicatrização desalinhada).
O tratamento consiste na correção das deformidades, melhora da função e reconstrução das estruturas relacionadas à sequela.

Sindactilia e Polidactilia

Sindactilia
A sindactilia é decorrente de uma má formação embriológica que acomete 1 em cada 2.000 nascidos vivos e consiste na fusão óssea ou de partes moles de dois ou mais dedos. O diagnóstico é no nascimento. Se for na fase gestacional caberá ao obstetra sugerir testes genéticos a fim de se evidenciar alguma síndrome.
O tratamento é cirúrgico.

Polidactilia
A polidactilia é uma deformidade que se caracteriza por um ou mais dedos extras (extranumerários), que pode estar associada a alguma alteração genética. Também pode ser surpreendida pelo ultra-som gestacional.
O tratamento é de competência do ortopedista, uma vez que a cirurgia é inevitável.
Ressalte-se que a sindactilia e a polidactilia podem ocorrer tanto nas mãos quanto nos pés..

Síndrome do Túnel do Carpo

A Síndrome do Túnel do Carpo é a neuropatia mais comum do membro superior e ocorre pela compressão do nervo mediano no canal do carpo, que é uma estrutura anatômica que se localiza  no punho.

Etiologia

A principal causa da Síndrome do Túnel do Carpo é a DORT/LER (Doença Osteomuscular Relacionada ao Trabalho/Lesão por Esforço Repetitivo).  Entretanto pode ter outras etiologias: metabólicas (hormonais), medicamentosas, inflamatórias (artrite reumatoide), tumorais e traumáticas (quedas).

 

Sintomatologia

A sintomatologia é clássica: parestesia (formigamento) nos dedos polegar, indicador e médio, principalmente à noite ao se deitar; eventualmente e em casos mais crônicos ocorre perda da força e limitação da função.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pelo exame físico por meio de dois testes:

  • Phalen (flexão do punho por um minuto = piora dos sintomas)
  • Tinel (percussão do nervo mediano= choque)

Algumas vezes o médico pode solicitar uma eletroneuromiografia para confirmar o diagnóstico clínico.

 

Tratamento

O tratamento vai depender do grau de acometimento das estruturas anatômicas.

Nos casos mais leves a opção será anti-inflamatório não hormonal e órteses (talas) para imobilizar o punho e , naturalmente, fisioterapia. Se não der o resultado esperado pode ser indicado infiltração com corticoide.
O tratamento leva em conta o grau de comprometimento da doença. Se for leve, indica-se a colocação de uma órtese para imobilizar o pulso e o uso de antiinflamatório não-hormonal. Se não houver melhora, aplica-se cortisona dentro do canal do carpo.

A cirurgia estará indicada quando não houver sucesso de nenhuma terapia já tentada, daí a necessidade de este tratamento ser orquestrado por um especialista em cirurgia da mão devido a especificidade dos casos. Por fim, as cirurgias podem ser de 2 tipos: aberta ou endoscópica, cuja escolha deve partir do cirurgião comunicando ao paciente sobre ambas as técnicas.

Tenossinovites da Mão e do Punho

Tenossinovite corresponde a inflamação de um tendão e do tecido que recobre um grupo de tendões (bainha). Trata-se de uma lesão muito frequente em atletas ou em pessoas que fazem movimentos repetitivos do punho e do polegar, exercícios de sobrecarga e alterações posturais.  A dor local e a fraqueza muscular associados a limitação funcional são sintomas clássicos.

Tendinite de Quervain

Os tendões que se originam na região do cotovelo, quando chegam na região do punho se dividem e passam por túneis conhecidos como compartimentos, que permitem que eles tenham mais eficiência mecânica e maior força.

No primeiro compartimento passam dois tendões dos seguintes músculos: ECP (extensor curto do polegar) e o ALP (abdutor longo do polegar). A movimentação  dentro do compartimento é facilitada pela sinóvia, mas quando há um processo inflamatório local decorrente de um edema dos tendões ou espessamento do compartimento, surge a tenossinovite de Quervain.

O tratamento é conservador, ou seja, utilização de anti-inflamatórios e fisioterapia. Normalmente em alguns meses tudo se normaliza.

 

Dedo em gatilho:

Trata-se de uma tenossinovite estenosante dos flexores sendo caracterizada por dor no trajeto dos tendões flexores associada a dificuldade de flexão ou travamento do movimento dos dedos, que podem permanecer em posição de flexão. É mais comum nas mulheres, em diabéticos, em nefropatas, em portadores de hipertireoidismo e outras doenças endócrinas. O dedo em gatilho pode ser classificado em 4 graus que são definidos pela intensidade dos achados clínicos.

Inicialmente a queixa é de desconforto na base dos dedos, na palma da mão e/ou no polegar, bem como edema, limitação de movimento e dor no trajeto dos tendões flexores.

Conforme a doença evolui, o travamento do dedo em flexão piora e compromete a apreensão de objetos. Pode ocorrer em ambas as mãos e em mais de um dedo. Os dedos mais acometidos são o polegar, médio e anular.

O diagnóstico é clínico:

O tratamento varia de acordo com a evolução da doença, portanto vai desde uso de anti-inflamatórios, aplicação de gelo, massagens até infiltrações e pequenas incursões cirúrgicas.

Tumores da Mão e do Punho

Os tumores da mão e do punho são relativamente incomuns, sendo que muitos deles não necessitam de tratamento, são diagnosticados clinicamente e são assintomáticos. Os tumores sintomáticos necessitam diagnóstico e estadiamento, incluindo biópsia e investigação sistêmica, uma vez que podemos ter tumores benignos e malignos

Os tumores benignos de partes moles mais comuns são:

  • Cistos artrossinoviais: tumor benigno que se mostra como um pequeno nódulo arredondado
  • Tumor de células gigantes (TGC): é um tumor ósseo primário que atinge as epífises dos ossos longos, sendo mais comum dos 40 aos 50 anos.
  • Tumor glômico: tumor benigno que se localiza abaixo da unha

Os principais tumores ósseos são:

  • Encondroma: tumor ósseo benigno, localizado nas estruturas tubulares dos ossos das mãos e é mais comum entre os 20 e 30 anos de idade
  • Osteocondroma: protuberância óssea envolvida por cartilagem e observada nas extremidades dos ossos longos
  • Cisto ósseo: é mais frequente na metáfise proximal dos ossos longos e no sexo masculino
  • TGC ósseo
TRATAMENTOS
Conservador

O Instituto Osmar de Oliveira tem como filosofia se utilizar  do “tratamento conservador”, antes de indicação cirúrgica com  argumentação científica. As nossas estatísticas mostram excelentes resultados com o conjunto de técnicas e recursos aplicados de reabilitação, fisiatria, imobilizações, emprego de órteses, tratamentos farmacológicos, infiltrações e bloqueios, terapias auxiliares, acompanhamento e controle da dor.

Microcirurgia

A reconstrução de tendões e nervos periféricos é feita por microcirurgia onde são utilizados materiais específicos, tais como lupas e microscópios, a fim de ampliar a imagem do campo operatório e permitir precisão e melhores resultados.

Em casos de lesões crônicas e traumas graves, pode ser necessária a utilização de enxertos (tendíneos ou neurológicos) para reconstrução e reativação da estrutura lesada. Os enxertos podem ser sintéticos ou retirados a partir de tendões ou nervos íntegros do próprio paciente.

Os resultados dependem de diversos fatores, incluindo técnica cirúrgica, sítio de lesão e gravidade da mesma, idade do paciente, entre outros. Em casos de lesões neurológicas, os resultados podem levar até 18-24 meses para reiteração da área afetada.

Viscosuplementação

Viscossuplementação é a infiltração (injeção intrarticular) de ácido hialurônico (polissacarídeo de elevada viscosidade, ou seja substância gelatinosa cuja função primordial é amortecer e lubrificar a articulação) em uma articulação com algum grau de doença da cartilagem . O ácido hialurônico é normalmente produzido pelas células da membrana sinovial das articulações e é formado por unidades repetidas de ácido glucorônico e N-acetil-glucosamina, que é quem confere a função de lubrificação e facilitador de impactos à articulação. Em doenças cartilaginosas, em especial na artrose (quando a articulação desgasta), a superfície dos ossos torna-se áspera, o fluído fica mais escasso, o ácido hialurônico natural diminui e fica de pior qualidade daí a importância da sua suplementação, que tem como objetivo  melhorar a lubrificação, proteger o tecido que ali está e promover o processo anti-inflamatório, tentando assim preservar  um número maior de células  cartilaginosas e diminuir o processo degenerativo local.

Artroscopia de Mão e Punho

A artroscopia de punho, atualmente, é uma opção minimamente invasiva para determinadas lesões osteoligamentares, além de nos auxiliar no diagnóstico de lesões não elucidadas nos exames de imagem. Necessita de material especifico e  profissionais capacitados para a realização de tal procedimento e entra na rotina dos nossos cirurgiões de mão do Instituto.

Descompressão do Túnel do Carpo

A técnica tradicional consiste na abertura do túnel carpiano através da incisão aberta, enquanto a via endoscópica é uma alternativa minimamente invasiva com pequenas incisões. A via endoscópica é uma melhor alternativa em razão do tempo de recuperação mais curto, menor agressão às partes moles .

Correção das deformidades Congênitas da Mão

Os membros superiores são frequentemente acometidos por malformações congênitas e nas mãos ocorrem a sindactilia (união dos dedos), polidactilia (dedos extranumerários) e camptodactilia (deformidade estrutural dos dedos).

Osteossíntese das fraturas da Mão e do Punho

A cirurgia tem por objetivo restabelecer o alinhamento normal do osso, e manter esse alinhamento até a reparação da fratura. Permite também corrigir algumas lesões das partes moles, em especial vasos sanguíneos   que porventura romperam.

O restabelecimento cirúrgico da lesão óssea (osteossíntese) pode ser feito por diversas técnicas com diferentes materiais especiais, incluindo placas, parafusos, hastes intramedulares e fios metálicos.

EQUIPE DE MÃO E PUNHO

Dr. Eduardo Gasparotti CRM 127.023
MÉDICO DE MÃO E PUNHO

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O Instituto Osmar de Oliveira construiu ao longo destes últimos 40 anos uma trajetória de sucesso e profissionalismo, tornando-se referência em São Paulo na área da Ortopedia, Fisioterapia, Medicina Esportiva e Reabilitação.

R. Dona Germaine Burchard, 332 - Perdizes - São Paulo - SP - CEP 05002-061

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Dr. Eduardo Gasparotti CRM 127.023
MÉDICO DE MÃO E PUNHO

– Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC (2006)

– Residência Médica em Ortopedia pela Faculdade de Medicina do ABC TEOT 12266 (2008-2010)

– Especialização em Cirurgia/Microcirurgia da Mão e Punho pela Faculdade de Medicina do ABC (2012)